sábado, 23 de setembro de 2017

Só o Rogério Casanova para me fazer esquecer a azia!...



«O bebé de três anos que há em Bruno, as transfusões de nicotina e fita-cola de Coentrão, e os 120 segundos de Ruiz»


Estas e outras considerações (uma delas, uma presença sacramental) estão aqui na análise sempre parcial do sportinguista Rogério Casanova


Rui Patrício

A bonita carreira de Patrício na Liga Portuguesa arrisca-se a ser o seu arquipélago das Galápagos: um lugar traiçoeiramente confortável onde os seus instintos vão sendo gradualmente suprimidos na ausência de predadores naturais, até ao momento fatídico em que aparece a primeira espécie invasora com trombas de Ruben Micael a emboscá-lo junto ao rio. Daqui a trezentos milhões de anos, é possível que Rui Patrício ainda jogue por cá, já anatomicamente alterado pela selecção natural: com um pescoço musculado que lhe permita abanar a cabeça antes de levantar a cabeça; e com um único braço – o suficiente para ir buscar a bola ao fundo das redes, depois de todos os golos onde não teve quaisquer culpas.

Piccini

Foram exibições como esta que levaram o ser humano a desenvolver o hábito de falar no tempo. Uma exibição razoável, em que não cometeu qualquer erro grave, nem somou qualquer acção de destaque, com ou sem bola e, parecendo que não, as noites já começam a ficar mais frescas e dá muito jeito um casaquinho.

Coates

O seu principal atributo defensivo é a fé absoluta – e muitas vezes justificada – no poder sacramental da sua própria presença: a crença de que basta aparecer e mostrar o seu rosto taciturno para que toda a gente pare imediatamente de fazer o que está a fazer, arrume os brinquedos no caixote e vá para a cama sem sobremesa, de livre vontade. Resulta muitas vezes, mas há dias em que dava jeito que também ajudasse um bocado na cozinha e fosse meter o lixo lá fora.

Mathieu

Em situações análogas no passado recente, conseguiu ser o elemento mais esclarecido da equipa nos minutos finais. Hoje, pelo contrário (e depois de um jogo discreto mas sem mácula) não foi o habitual ponto de estabilidade na fase em que o jogo se partiu ao meio, e ainda se deixou antecipar duas vezes na defesa, em lances aparentemente controlados.

Fábio Coentrão

Em boa forma física, totalmente rejuvenescido depois de uma semana sequestrado numa tenda de campanha e submetido a periódicas transfusões de sangue, medula óssea, nicotina e fita-cola. Fez um jogo bastante razoável se não contarmos os centros efectuados para o corte de cabeça do defesa ao primeiro poste. E não os vamos contar, pois não é possível. Há números tão elevados que deixariam até as pessoas responsáveis por calcular a dívida pública momentaneamente atrapalhadas.

William Carvalho

Cumpriu a função táctica de narrador omnisciente e heterodiegético, à procura de uma organização e de uma forma que hão-de emergir espontaneamente da história que tem para contar e na qual não participa, embora por vezes seja obrigado a interrompê-la para comentar a organização e articulação do texto, ou para introduzir um deus ex machina. De resto limita-se a afirmar a validade da informação que transmite e o grau de precisão da mesma, com uma focalização autoritária que nunca deixa dúvidas ao leitor: sabe infinitamente mais do que todas as personagens que ali andam.

Bruno Fernandes

Se há jogo no campeonato que se deve evitar a todo o custo resolver com uma bujarda de nove milhões de euros, é precisamente um jogo contra uma equipa treinada por Manuel Machado. Perderam-se dois pontos, é um facto, mas por outro lado ganhou-se paz e sossego, e evitou-se um solilóquio polissilábico de duas horas sobre justiça, orçamentos e competitividade. Vale a pena a troca.

Gelson Martins

Um daqueles dias em que cada uma das suas inegáveis qualidades se apresentou em campo juntamente com a etiqueta do preço, que no seu caso não vem em moeda, mas em esforço. Gelson jogou hoje como tem jogado ultimamente: como se o talento fosse um fardo pesadíssimo que é sua tarefa andar ali a arrastar transpiradamente de um lado para o outro. Escorregou a receber passes, tropeçou a fazer cruzamentos, assistiu através de ressaltos, fintou através de quedas. Duvido muito que uma curta paragem beneficiasse a equipa, mas é provável que o beneficiasse a ele.

Bruno César

Jogou mais ou menos como uma criança de três anos comunica: sempre de forma expressiva e urgente, raramente de forma elaborada ou elucidativa. Não há cá muitos “por conseguinte” com Bruno César. Não há cá muitos “todavia” ou “em suma”. O que há é a manifestação histérica de estados de alma instantâneos. “Está frio!” “Tenho fome!” “Quero um cão!” Sem qualquer ligação intuitiva com os ritmos de domínio de um jogo, cada movimento seu é uma resposta e não uma ideia. E nem esteve mal a reagir – a sua velocidade de reacção pareceu, aliás, sempre uma fracção de segundo acima dos colegas. Não lhe peçam é para ter ideias.

Alan Ruiz

Sofreu a primeira falta da equipa, ao segundo e ao terceiro minuto. A frase anterior não significa que Alan Ruiz sofreu duas faltas nesse período: significa apenas que Alan Ruiz demora em média cento e vinte segundos a sofrer uma única falta, tal como demora em média cento e vinte segundos a mudar de direcção ou a preparar um remate. Após algumas bolas perdidas de outras maneiras, dedicou-se a um novo projecto, o de tirar adversários da frente através de fintas, para de seguida rematar à baliza. Fê-lo com a convicção de quem leu recentemente um artigo de jornal sobre tirar adversários da frente através de fintas e decidiu puxar o assunto no café ou na paragem de autocarro para impressionar as pessoas. A finta não resultou. Mas as fintas tentadas e falhadas por Alan Ruiz possuem uma vantagem óbvia sobre as fintas tentadas e falhadas por qualquer outro jogador: permitem-lhe estragar uma única jogada no período de tempo em que qualquer outro jogador poderia estragar duas ou três. Esse mérito ninguém lhe tira.

Bas Dost

Jogo ingrato, em que passou a segunda parte a fazer o papel de controlador aéreo, tentando desviar bolas altas para as correspondentes pistas de aterragem, em que passou a primeira parte enrodilhado num competentíssimo espartilho táctico constituído pelos defesas-centrais do Moreirense e pelas cláusulas do contrato de Alan Ruiz espalhadas pelo relvado.

Doumbia

Já se viu dele o suficiente para comprovar que a vida de qualquer defesa é sempre um bocadinho mais complicada com ele em campo. E ele próprio também já deve ter visto o suficiente para perceber que a sua vida vai ser um bocadinho mais complicada do que na Suíça.

Battaglia

Cada bola dividida pertencia ao Moreirense, que por sua vez encarava cada transição ofensiva como um corredor deserto entre as duas áreas: foi este o regular funcionamento das instituições até a entrada de Battaglia em campo demonstrar que há mais do que uma maneira de organizar a sociedade.

Iuri Medeiros

Não ter custado oito milhões de euros é o aspecto mais positivo das suas últimas exibições.


Só o Rogério Casanova para me fazer esquecer a azia!...


Leoninamente,
Até à próxima

Sempre que JJ inventa, jogamos com nove!...



"Na primeira parte ficámos à espera que o golo aparecesse, com alguns jogadores a não estarem ao melhor nível" e na segunda não tivemos unhas nem nível, para fazer o golo aparecer!...


Sempre que JJ inventa, jogamos com nove!...

Leoninamente,
Até á próxima

Engatar a sétima é preciso!...


Arriscaria este onze inicial: Patrício; Ristovski, Coates, Mathieu e Jonathan; William, Battaglia, Gelson e Bruno César; Bruno Fernandes e Bas Dost.

Em meu entender JJ desejará resolver o desafio até ao intervalo e só depois, através de posse e substituições, providenciar o gestão de esforço a pensar no Barcelona.

Seja como for, engatar a sétima é preciso!...

Leoninamente,
Até à próxima

Um fim, próximo ou remoto, sem honra nem glória!...


DIZ-ME, ESPELHO MEU HAVERÁ ALGUÉM NO UNIVERSO FUTEBOL, MELHOR DO QUE EU?!…

Com elevado grau de certeza julgo que o problema de Bruno de Carvalho não estará na questão que coloca em cada dia ao espelho de que, com mais certeza ainda, alguma vez será capaz de prescindir. Acho que cada um de nós do mesmo modo se interrogará amiúde, nos secretos e cândidos diálogos com o seu espelho, de forma muito semelhante. O seu problema, creio convictamente, residirá nas peculiares características do seu espelho: Bruno de Carvalho não terá sido particularmente feliz com os diversos e sucessivos espelhos de que se tem servido ao longo da sua vida, muito especialmente com o último modelo que adquiriu. Todos sem excepção lhe terão mostrado imagens deformadas que acabaram por deformar a sua própria personalidade. E quando se esperaria que os últimos modelos, pela força da experiência e ensinamentos colhidos na universidade da vida, lhe fossem, lentamente, transmitindo um imagem mais sóbria e próxima da realidade, constatamos que, absurdamente, estará a acontecer o contrário.



O espelho hoje reforça-lhe a ideia que dele se apossou, em simbiose perfeita com uma incondicional plateia que não lhe regateia aplausos,  de ser o líder de um novo mundo: inovador, reformador, revolucionário, omnisciente, comunicador ímpar, único capaz de corrigir as deformações do velho mundo, vencendo tudo e todos, eivado de um poder que apenas existe na deformada imagem que o espelho lhe transmite.

E será do espelho a culpa de, em vez de uma "comunicação selectiva" e muito cuidada, Bruno de Carvalho optar por uma "comunicação em massa", que a história nos diz acabar normalmente por determinar nas massas a "estupidificação de missa", pelo facto do seu processo comunicacional ditar a inexorável distracção dos alvos, dos conteúdos que verdadeiramente desejaria e seria necessário e imperioso transmitir.

Longe do espelho e no silêncio solitário do seu gabinete, Bruno de Carvalho até já demonstrou cabalmente ser um exemplar modelo de sportinguista, gestor qualificado, possuidor de justamente aplaudidos dons de escolha de meios humanos e materiais e concepção de projectos, e perseverante realizador de etapas fundamentais para o presente e futuro do Sporting Clube de Portugal...

Mas estou em crer que os efeitos nefastos do espelho,  acabarão inexoravelmente por determinar na sua vida de dirigente e para mal do Clube que dirige...

Um fim, próximo ou remoto, sem honra nem glória!...

Leoninamente,
Até à próxima

Está tudo dito! Onde é que assino?!...


«O presidente do Sporting Clube de Portugal está feliz. Tem todo o direito. Casou-se recentemente e vai ser pai. Mas que realize um vídeo com os meios audiovisuais do clube e que utilize o jogo da Taça da Liga entre o Sporting e o Marítimo para divulgar esse mesmo vídeo nos painéis que estão colocados no estádio ultrapassa em muito o admissível. Bruno de Carvalho comporta-se como o Sporting fosse dele. E não é.

Já o escrevi várias vezes e volto a repeti-lo: Bruno de Carvalho tem enorme mérito em muito do que se está a passar actualmente no clube, em particular na recuperação da mística e do entusiasmo dos sócios, que fazem com que o clube tenha em média mais de 40 mil pessoas a assistir aos jogos em casa. Mas o presidente fez muito mais: negociou com os bancos um plano de reestruturação, que não inviabiliza o sucesso desportivo; contratou excelentes treinadores; negoceia de uma forma dura a venda de jogadores; construiu o pavilhão para as modalidades; relançou várias modalidades que há muito não existiam no clube; expandiu internacionalmente a marca e a imagem do Sporting; apresentou propostas ao Governo e às instâncias desportivas para tornar mais transparente o futebol; bateu-se pela introdução do videoárbitro; e tomou outro tipo de iniciativas para além destas, sempre em defesa do clube.

O resultado é que o Sporting passou de novo a estar no mapa desportivo nacional, depois de um declínio que parecia irreversível. Todos os sportinguistas devem isso a Bruno de Carvalho e não o esquecem. Para os que não acreditavam no presidente, o sucesso que ele tem obtido em quase todas as batalhas em que se tem envolvido e a resposta dos sócios e simpatizantes é a prova que está a trilhar o caminho certo.

Acontece, contudo, que há dois aspectos que descredibilizam o presidente do Sporting: um é o seu estilo de intervenções desabridas, de péssimo gosto e educação; o outro é a sua recente tendência para querer ser actor de televisão, onde os seus papéis se têm revelado ser de terceira ou quarta categoria.

Bruno de Carvalho tem de perceber – ou alguém tem de lhe fazer perceber – que dar uma entrevista ao canal do Sporting, a fazer caretas sobre a forma como se expira o fumo dos cigarros ou a imitar a voz do filho do presidente do Arouca, ou a dar ordens ao câmara para lhe fazer um “close-up” não lhe granjeiam um grão de credibilidade. Pelo contrário, condenam-no ao ridículo e à falta de respeito dos seus pares e das instâncias desportivas e políticas, que o deixam de tomar a sério. Bruno de Carvalho tem de perceber – ou alguém tem de lhe fazer perceber – que não pode levar a sua vida privada para o estádio do Sporting, num jogo do Sporting, perante os sócios e simpatizantes do Sporting, que gostam seguramente muito que o presidente esteja feliz mas que não tem absolutamente nada a ver com isso. A partir daqui, o que se segue? Um vídeo com o nascimento do rebento? A comemoração dos aniversários do casamento? A primeira ida à escola pela mão do pai?

Bruno de Carvalho ultrapassou claramente todos os limites quando anunciou a gravidez da sua mulher num vídeo que divulgou nas instalações oficiais do Sporting Clube de Portugal, feito com meios do clube. Mas este é o sinal de que Bruno de Carvalho ama tanto o clube que pensa que o Sporting Clube de Portugal é dele e que pode fazer tudo o que quiser. Parafraseando Luís XIV, Bruno de Carvalho pensa seguramente que “le Sporting c’est moi”. E não, não é, não foi, nem será. O Sporting é um clube centenário e pertence aos seus sócios, não aos seus presidentes, por melhores que sejam.

Mais: Bruno de Carvalho devia perceber – ou alguém lhe devia fazer perceber - que é precisamente por causa de atitudes como estas, em que dá o flanco, que tem vindo a ser fortemente penalizado pela justiça desportiva. O castigo de seis meses que lhe foi aplicado é uma brutalidade sem qualquer sentido. Mas isso acontece precisamente porque Bruno de Carvalho, com algumas das suas atitudes, deixa de infundir respeito.

Ora o presidente devia estar muito consciente que este é um ano muitíssimo importante, senão decisivo, para o clube. A equipa principal de futebol precisa de obter êxitos desportivos esta época. E o certo é que, até agora, está bem encaminhada. Mas estes episódios caricatos que Bruno de Carvalho tem protagonizado podem vir a ser utilizados para desestabilizar e prejudicar o clube. Todos queremos que o Sporting seja campeão nacional de futebol e o presidente mais que ninguém. Que seja ele a criar condições para isso mas ao mesmo tempo arranjar questões que podem prejudicar esse objectivo remete seguramente para as tragédias gregas – mas pode levar-nos, infelizmente, a outra época perdida. Esperemos que Bruno de Carvalho perceba isto e arrepie caminho, por forma a no final da época ser consagrado como o presidente do novo campeão nacional de futebol.»
(NIcolau Santos, Tribuna Expresso em 22.09.2017 às 18:37)


Está tudo dito! Onde é que assino?!...

Leoninamente,

Até á próxima

Subserviência, parcialidade e falta se escrúpulos!...


«Ontem na antevisão que fiz, em 10 perguntas oito foram sobre o Benfica, uma delas da Sport TV. O que disse ontem foi completamente o contrário do que veio na imprensa, nomeadamente uma crise do Benfica. Nunca falei em crise do Benfica, apenas disse que está à vista de todos como está o campeonato. Não durmo nem acordo a pensar nos rivais, pois tenho muito trabalho aqui e os meus jogadores exigem sempre o melhor de mim. Sobre o jogo não falo, porque ontem a Sport TV não me perguntou sobre o Portimonense e por isso hoje não falo.»
(Sérgio Conceição, flash intervew, ontem no final do jogo)

Se outros treinadores seguirem o digno e exemplar comportamento de Sérgio Conceição, talvez os jornaleiros possam, finalmente, começar a dar conta das suas confrangedoras...

Subserviência, parcialidade e falta se escrúpulos!...

Leoninamente,
Até à próxima

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

A miopia apenas se declara nos outros!...



«Bryan Ruiz é um grande jogador e grande profissional mas agora é outro momento da carreira dele e das responsabilidades do Sporting em relação ao jogador e, como tal, ele fará o seu percurso, que terá de ser ele a decidir, não eu.»
(Jorge Jesus, sobre o "caso" Bryan Ruiz)


O "caso Bryan Ruiz" é um caso?! Qual "caso", qual carapuça! Só será "caso" se, aproveitado pelos jornaleiros do costume, que subsistem à custa da alcovitice do alheio, dos prazeres e das desgraças da vida de cada um, servir de arma de arremesso para camuflar desgraças que eventualmente batam à porta dos seus afectos ou dos seus interesses. 

Jorge Jesus disse e muito bem, o que a qualquer profissional competente e consciente da enorme carga de responsabilidade assumidas com a sua entidade patronal. caberia dizer em circunstâncias semelhantes: quando um carreto de uma qualquer engrenagem começa a perder os dentes, não se prejudica toda essa engrenagem, substitui-se o carreto!...

O que aconteceu entre dois grandes profissionais apenas e só dirá respeito a ambos e ambos terão entendido, para já, que assim ficará para sempre. Mas terá tido consequências eventualmente irrevogáveis e pouco positivas, tanto para o Clube, quanto para o jogador. O Clube tomou uma decisão e não tugirá nem mugirá se tiver de arcar com as responsabilidades da mesma. Ao jogador, naturalmente, assistiu o mesmo direito mas, pelo que se vai sabendo, não terá avaliado correctamente o cenário que estava a criar e agora, vivendo uma situação negativa e em que deveria ter reflectido antes, estará a tentar minimizar através da intervenção de terceiros, uma situação que, exclusivamente, lhe caberia a ele resolver no tempo certo, quando para tal foi convocado.

Não sei se na sua Costa Rica, Bryan Ruiz terá aprendido com o seu povo, à semelhança do que ocorre em Portugal, que jamais a qualquer um de nós brilhará o Sol na eira e choverá simultaneamente no nabal. Ele parece ter pretendido alcançar, a caminho dos 33 anos e perante notórios indicadores de que a carreira se aproximava do seu termo, um horizonte impossível. Acontece a todos aqueles que têm mais olhos que barriga e julgam que...

A miopia apenas se declara nos outros!...

Leoninamente,
Até à próxima

Pois cá por mim, o meu voto é... Irrevogável!...


Pois cá por mim, o meu voto é...  Irrevogável!...

Leoninamente,
Até à próxima

É preciso exigir-lhes o fim do colaboracionismo com o crime!...



NINGUÉM PODE FICAR DE FORA


«O mais importante não são os cargos, mas o que fazemos com eles.

A minha recente nomeação para a Comissão Executiva da FIFA, como a vice-presidência da UEFA, é uma oportunidade de Portugal participar na definição de políticas e nas decisões das instâncias do futebol internacional.

Nos últimos anos assistimos a diversas alterações nas principais competições de clubes e selecções, os valores com direitos televisivos e comerciais nunca foram tão elevados e o mercado de transferências movimenta hoje montantes que seriam inimagináveis há poucos anos.

Os desafios que o futebol enfrenta são enormes.

No caso específico da FIFA, trata-se de uma organização que enfrentou um período negro do qual só nos últimos meses começou a sair.

A presença em cargos nas instâncias internacionais é resultado do trabalho que tem sido desenvolvido por toda a equipa federativa, com o apoio dos sócios da Federação Portuguesa de Futebol.

Se na FIFA e UEFA os desafios são enormes, na FPF não são menores.

Há muito para fazer no futebol português.

O ecossistema económico do futebol mundial está a mudar muito depressa e isso levanta desafios enormes aos clubes portugueses, nomeadamente aos que participam nas provas europeias, com repercussões nas nossas competições profissionais. Tenho tido oportunidade de conversar com todos eles sobre estes temas.

Neste contexto, é muito relevante que Portugal consiga ter uma Liga forte.

Para que tal seja possível é necessário que os clubes saibam encontrar pontes de diálogo naquilo que os une – e na minha opinião é muito! – e, de uma vez por todas, deixem de permitir que os seus símbolos, a sua história e a sua força sejam capturados para a apologia do ódio.

Tal como já tive oportunidade de afirmar em diversas ocasiões, o clima que se vive no futebol profissional português é inimigo do crescimento e da afirmação da indústria, quer no plano nacional quer internacionalmente.

É também um péssimo exemplo para os mais jovens e um fenómeno que contribui para afastar o adepto, dos estádios e mesmo da modalidade. E sem adeptos, ‘sem consumidores’, bem se sabe como fica comprometida qualquer evolução positiva de uma indústria, de um ‘negócio’.

Acompanho com particular preocupação o que se passa em dois sectores: a arbitragem e os adeptos.

O constante tom de crítica em relação à arbitragem é inaceitável e impróprio de um país civilizado e com espírito desportivo.

Estas críticas, que muitas vezes são inspiradas em dirigentes com as mais altas responsabilidades, potenciam o ódio e a violência. São, quase sempre, uma forma de tentar esconder insucessos próprios, além de constituírem actos de cobardia.

Esta época, a exemplo do que sucedeu em outras, já houve acções condenáveis que tiveram como alvo os árbitros e que os afectaram a eles e às suas famílias.

Neste contexto, não me surpreenderia se Conselho de Arbitragem e árbitros reflectissem profundamente sobre as reais condições que existem, em Portugal, para quem tem a tarefa de dirigir jogos nas competições profissionais.

Que ninguém tenha dúvidas sobre a minha posição: toda a minha força está com os que, diariamente, são obrigados a lidar com insultos, ameaças, insinuações e entraves à tranquilidade que o desempenho das suas funções exige. Nomeadamente os que se expõem na arbitragem e na disciplina, pilares fundamentais deste desporto que amamos.

O clima de ódio tem tido reflexo também entre os adeptos.

Basta olhar semanalmente para o registo disciplinar nas competições profissionais e para as notícias que relatam incidentes – alguns infelizmente com gravidade – entre adeptos de diferentes clubes.

É com profundo lamento que o escrevo: existem sinais de alarme no futebol português.

Os clubes profissionais não podem ignorar estes sinais de alarme.

O Estado não pode ignorar estes sinais de alarme: a arbitragem sob ameaça e constante crítica; a violência entre adeptos; o ódio entre clubes, espalhado por redes sociais e órgãos de comunicação social.

E também o desrespeito de muitos pelas regras que eles próprios aprovaram em Assembleia Geral da Liga.

É uma mistura potencialmente explosiva. Temos de conseguir parar antes que seja tarde de mais.

Em Maio de 2016, quando me candidatei ao segundo mandato na FPF, anunciei que me bateria por uma nova lei que punisse de forma mais pesada e efectiva a corrupção desportiva. Após trabalho conjunto e produtivo com a Unidade Nacional de Combate à Corrupção, da Direcção Nacional da Polícia Judiciária, a nova lei foi discutida na Assembleia da República e aprovada pelos partidos.

A acusação de 27 pessoas no chamado ‘Jogo Duplo’ mostrou que existem instrumentos para investigar e acusar.

O Estado, o Governo, a Assembleia da República, os diferentes responsáveis institucionais devem envolver-se cada vez mais neste objectivo colectivo de combater de forma efectiva as ameaças ao futebol, nas suas diversas vertentes.

A FPF está disponível para colaborar com o Estado em todas estas frentes, nomeadamente na revisão das competências do Conselho Nacional do Desporto, um órgão que poderá desempenhar papel fulcral.

A Federação está a fazer a sua parte e estará sempre do lado das soluções construtivas e pacificadoras.

Ninguém pode ficar de fora desta responsabilidade.»
(Fernando Gomes, artigo de opinião publicado nos 3 jornais desportivos)


Palavras, palavras e mais palavras, senhor Presidente!...

Palavras leva-as o vento e cartas de amor são papéis... ridículos como diria Pessoa!...

As leis existem e deveriam fazer deste lodaçal em que infelizmente vivemos, um "estado de direito"!...

Mas, senhor Presidente, o que desgraçadamente vai coexistindo com o "estado de direito" que deveríamos ser, é uma atroz, indignificante e humilhante... IMPUNIDADE!...

Diga, diga por favor BASTA, grite bem alto se puder e tiver coragem para isso, não virado para os interlocutores que escolheu neste seu "discurso melífluo e inócuo", apenas tristes figurantes de uma pobre e mais triste ainda "ópera bufa", mas dirija-se, de sobrolho carregado e exibindo a indignação que lhe assiste, a todas as instâncias que neste país deveriam zelar pela aplicação da Justiça e exija-lhes acção, em vez de colaboração com o crime que nos rodeia...

É preciso exigir-lhes o fim do colaboracionismo com o crime!...

Leoninamente,
Até à próxima

Promiscuidade não tem fim, felicidade sim!...



Só faltará o "Kadafi dos Pneus" vir fazer a recomendação de voto, assim à maneira do "Vilavinho": "Temos de votar em quem nos ajuda"!...

O pior é se o Chico J. Marques descobre algum email comprometedor e... A "Cristas" acaba por levar na crista!...

Promiscuidade não tem fim, felicidade sim!...

Leoninamente,
Até à próxima

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