domingo, 22 de janeiro de 2017

Por enquanto tudo como dantes e o quartel-general em Abrantes!...





«Não existem vitórias morais. Devemos saber olhar para dentro e analisar o que fazemos de menos bem e melhorar. Temos de fazer sempre mais e melhor. Todos temos de seguir o nosso lema: Esforço, Dedicação, Devoção, para atingir a Glória. Nunca nos devemos esconder atrás dos outros para escamotear o que temos de melhorar.

Dito tudo isto, não posso deixar de salientar algumas coisas importantes:

1. Os erros constantes das arbitragens adulteraram a classificação actual do campeonato, colocando em causa a vida pessoal e profissional de atletas, equipa técnica e dirigentes (ver mapa anexo);

2. Saímos da Taça da Liga também por causa de um erro grosseiro de arbitragem;

3. Temos sido o Clube que mais propostas construtivas e que mais tem lutado pela credibilização e dignificação da arbitragem e, em troca, em vez de vermos melhorias somos constantemente prejudicados - incompreensível e a deixar no ar muitas dúvidas que nada ajudam a arbitragem e, consequentemente, o futebol;

4. Parte da comunicação social mantém-se numa autêntica cruzada anti-Sporting, designadamente nos comentadores e opinadores. A falta de respeito pela Instituição Sporting CP e por quem a serve atingiu níveis nunca antes vistos. O problema é que uma mentira dita vezes sem conta passa a verdade e essa é a forma de manipular a opinião pública;

5. Existem sportinguistas que estão a aproveitar este momento mau do futebol sénior para denegrir e caluniar o Clube e quem o serve. Este sportinguismo não é aquele que me ensinaram a amar. Enquanto sofrermos deste autofagismo será mais difícil, mas sei que mesmo isso havemos de ultrapassar;

6. A frustação que Adeptos e Sócios estão a viver deve ser entendida, assimilada e respeitada. É por eles que existimos, é por eles que trabalhamos. A eles devemos-lhes tudo. Por eles temos de saber reflectir com humildade e consciência e alterar o que está menos bem para que nunca mais se repita uma época destas ao nível do futebol sénior. O rumo certo está encontrado e não será tudo isto que se está a passar que nos vai tirar do mesmo. Existem coisas internas a rever, várias, mas nunca deixemos de ter atenção aos jogos fora do relvado pois esses existem, condicionam, e já nos custaram esta época pelo menos 12 pontos (e mais ainda os que foram perdidos por quebra de auto-estima e estabilidade emocional) e a saída prematura da Taça da Liga.

Temos de ter a força e coragem para manter o rumo certo e não ceder aos nossos inimigos ou aqueles que querem, de forma populista, fazer crer que existem varinhas mágicas que tudo resolvem.

Tristes, desolados, frustrados. Mas lutaremos sempre pelo nosso Grande Amor: o nosso Sporting Clube de Portugal!»
(Bruno de Carvalho, na sua página do Facebook)

Dizem que um dia cessarão os discursos e falarão as obras!...

Por enquanto tudo como dantes e o quartel-general em Abrantes!...

Leoninamente,
Até à próxima

O que seria preciso fazer para o Sporting ser campeão!...


Arsene Wenger tem o privilégio de treinar uma das equipas de top da Premier League, onde a arbitragem é profissional "sem aspas", não existe "sistema" nem "colinho", o "negócio" gera milhões de milhões por via de uma conduta inteligente e exemplar de quem o dirige e o Leicester pôde sagrar-se campeão sem pedir autorização a ninguém!...

Mesmo perante este quadro singularíssimo no futebol mundial, o treinador arsenalista, levado pela paixão, disse o que disse. Mas não demorou a retratar-se e a pedir desculpa ao futebol... (LINK1) 

Há 20 anos que Arsene Wenger lidera o Arsenal e o último título por ele conquistado para os "gunners" foi há precisamente 13 épocas!...

Às vezes ponho-me a pensar, quantos jogos porventura Arsene Wenger teria de dirigir da bancada, se um dia  viesse a treinar o Sporting Clube de Portugal?!...

László Bölöni, o último campeão pelo Sporting, disse em tempos idos, meio a sério, meio a brincar, em entrevista ao jornal O Jogo... (LINK2)

O que seria preciso fazer para o Sporting ser campeão!...

Leoninamente,
Até à próxima 

Começar essas alterações com a titularidade de Beto!...


Na conferência de imprensa após o empate com o Marítimo, Jorge Jesus admitiu a possibilidade de se perfilarem no horizonte mais alterações no plantel, no "presente e no futuro", à imagem, por exemplo, de João Palhinha, que regressou de empréstimo e hoje foi titular na Madeira.

Cá para mim, que não sou de intrigas nem mando dizer por ninguém aquilo que penso, talvez não fosse má ideia já no próximo jogo em Alvalade...

Começar essas alterações  com a titularidade de Beto!...

Leoninamente,
Até à próxima

sábado, 21 de janeiro de 2017

Podia ao menos poupar-nos daquela triste figura!...



A grande esperança da arbitragem portuguesa em termos internacionais, João Pinheiro, na imagem equipado a rigor sem a presunção das três estrelas porque seria dar demasiado nas vistas, reforçou esta noite no Funchal a sua candidatura à faixazinha do 36, de tal forma que nem um só dos seus correlegionários deixará, por vergonha, de lhe chamar aquilo que todos os adeptos sportinguistas e portistas, já lhe chamam, justificadamente, sem contemplações!...

De facto o homem descuidou-se ao anular o golo limpo marcado por Alan Ruiz aos 82' e nem o benefício da dúvida lhe assistirá, tão flagrante foi o erro que impediu o Sporting de regressar ao continente com os três pontos no bornal. 

Diga-se no entanto que apesar da influência arbitral no resultado, a exibição leonina deixou muito a desejar pese embora o facto de o resultado ser lisonjeiro para os insulares. Os leões estarão em vias de alcançar o diploma da especialização em cócegas, com a agravante de hoje termos assistido, inopinadamente, a demonstrações claras de que já nem Rui Patrício e Sebastian Coates serão capazes de se salvar da mediocridade.

Começo a ter pena de ver o esgar de sofrimento do Presidente no banco...

Podia ao menos poupar-nos daquela triste figura!...

Leoninamente,
Até à próxima

Há oportunidades que não podem ser desprezadas e jamais perdidas!...


BRUNO NÃO PERCEBE O PECADO ORIGINAL


«O Sporting está a atravessar mais um período difícil da sua história e Bruno de Carvalho está a atravessar o pior momento do seu primeiro mandato de quatro anos como presidente dos leões. Este pior momento – em grande parte, devido aos maus resultados desportivos – acontece precisamente numa fase em que o candidato a um novo mandato precisaria de protagonizar, ao mesmo tempo, a figura de um presidente forte, com ideias claras, e disposto a corrigir algumas das suas fragilidades. Quer dizer: o candidato Bruno de Carvalho necessitaria, neste momento, de um presidente sólido, capaz de fazer um esforço suplectivo para não ser ele o principal causador da instabilidade que se vive em Alvalade. Uma instabilidade que resulta do facto de o Sporting, nos últimos dois anos, não saber exactamente o que fazer no plano da comunicação.
Já passou tempo suficiente para Bruno de Carvalho compreender que, a esse nível, a estratégia falhou e não faz nenhum sentido. Quando algo falha – e não o querer ver representa um estado de preocupante negação –, o que se espera de um líder é que tenha a agilidade suficiente e a capacidade de alterar o que está errado.

Bruno de Carvalho, contudo, persiste no erro e, ao fazê-lo, não apenas está a descapitalizar, rapidamente, tudo aquilo que fez de bom para o Sporting (e há muita coisa positiva a apontar), como está a dar trunfos à oposição e, também, aos seus rivais, que neste momento devem estar cansados de fazer humor com a capacidade autofágica do clube de Alvalade, uma espécie de ADN histórico que se colou à pele do leão e que, volta e meia, lá aparece a jorrar lava como acontece na erupção de um vulcão.

Do Grupo Stromp ao centro de poder do Sporting há sinais claros de preocupante ruptura: posições difíceis de concertar, conflitos surdos e quase sempre não mudos. Em vez de haver uma mobilização estratégica no sentido de estancar as hemorragias internas e de aproximação reconstrutiva de todas as sensibilidades da família leonina , o que se assiste? A uma propensão suicida para abrir frentes de combate com tudo e com todos, como se o Sporting constituísse ou tivesse ao seu serviço um imponente exército capaz de derrubar muros, pessoas e instituições.

O que é mais difícil de entender – e isso, creio, tem a ver com um mecanismo pessoal de obstinação utópica – é que Bruno de Carvalho não alcance o efeito do seu pecado original. O pecado original é a forma de exercer a presidência. A forma como se distancia da única posição que um presidente deve ocupar. Um presidente não serve para as tarefas elementares e minimalistas. Um presidente tem de se reservar para as questões macro. Bruno de Carvalho não consegue despir o fato de presidente-adepto e, de vez em quando, mostra uma propensão para ser presidente-jogador, presidente-treinador, presidente-director de comunicação, presidente-médico, presidente-massagista. E isso é uma forma original de ‘presidir’ que é contraproducente para o próprio Bruno de Carvalho. A sua preocupação deveria ser constituir uma equipa profissional, coesa e transversal, na qual delegasse um conjunto de competências nos operacionais do dia-a-dia e deixar para si os momentos das grandes decisões. A liderança que decidiu corporizar é errática, potencia focos de conflito, desuniões e muita desconfiança.

Na época passada, a equipa de futebol esteve quase a fazer um ‘milagre’ e reconquistar o título de campeão nacional que lhe foge há quase 15 anos. O Sporting jogou futebol e parecia claro que a aposta em Jorge Jesus, uma aposta que envolvia os seus riscos, pelo impacto, pela reacção externa e por aquilo que poderia representar em termos de choque técnico-desportivo, havia resultado. Mais gente em Alvalade, mais espectáculo, mais vitórias e, consequentemente, mais temor, mais respeito e mais incómodo. Contudo, a dinâmica de reajustamento do plantel não correu bem. O Sporting pode ter ficado, naturalmente, satisfeito com o êxito da Selecção Nacional em França, como todos ficámos, mas deixou alguns dos seus jogadores, ainda mais valorizados pelo efeito da sua participação no Europeu, com vontade de sair. Gerou-se então um fenómeno negativo de inconciliações várias. Os que ficaram, mas que tinham outras expectativas; os que saíram e deixaram os cofres cheios e os que entraram mas não foram capazes de demonstrar, rapidamente, valor suficiente para serem alternativa ou compensações aos diversos vazios que entretanto se geraram. Jorge Jesus não foi suficiente para reduzir a dimensão do estrago e a desconfiança foi-se instalando. Agora, tudo é possível até Março e a situação é tão complexa que o edifício pode implodir. A qualquer momento.

Jardim das estrelas: Perda de poderes (**)

A questão da perda de poderes de Jorge Jesus está na ordem do dia. Quando Bruno de Carvalho contratou o ex-treinador do Benfica, sabia muito bem das condicionantes dessa contratação e, quando lhe prorrogou o contrato, aceitou o princípio de que JJ é mais do que um treinador convencional. Presidente é presidente, não pode deixar de estar hierarquicamente acima (mesmo) de um treinador não convencional, é óbvio, mas esta conversa da ‘perda de poderes’, a ser levada a cabo, se não for concertada, e não me parece que possa ser, tem tudo para acabar mal.

O plantel precisa de ser reajustado, toda a gente percebe isso, sobretudo depois de se concluir que alguns reforços não o são.

Parece-me claro que, se Bruno de Carvalho der fogo à tónica do esvaziamento de poderes de uma forma impeditiva e abrupta, contrariando aquilo que foi previamente acordado, vamos ter um quadro muito negativo em Alvalade. Depois do que já aconteceu, e após o que Jorge Jesus disse ontem, na conferência de imprensa, não estou a ver o treinador do Sporting a desistir e a sair pelo seu próprio pé.

A situação pede muito bom senso, de parte a parte, mas o presidente do Sporting está muito pressionado. Como já disse e escrevi, ninguém está isento de responsabilidades mas, nestes momentos, é preciso saber-se exactamente o que se quer. E não me parece que seja isso que está a acontecer.»


O som dos alarmes chegam em catadupa de quase todos os quadrantes e de todas as direcções, com a excepção óbvia e natural dos indefectíveis. Indiferenciadamente e por razões absolutamente compreensíveis, cada um desses alarmes toca de forma mais ou menos estridente e mais ou menos elegante e respeitosa: os inimigos carregam agora nos botões de forma abrupta e desordenada - pouco importando se concertada ou não -, os adversários fazem-no de modo mais trabalhado e subtil mas os efeitos não deixam de ter tradução igual e os amigos e admiradores, juntam às críticas de sempre o sinal vermelho, indicador seguro de que os riscos começam a ser superiores às certezas!...

Mas tudo parece resvalar na carapaça de uma presumida e pouco inteligente surdez, até ao dia em que as trincheiras dos "indefectíveis" venham a ser eventualmente inundadas e contagiadas por tão inopinado "maremoto"!...

Já o tinha sublinhado por aqui  e não me cairão os parentes na lama, nem a minha admiração e decisão sairão beliscadas se o voltar a repetir...

Há oportunidades que não podem ser desprezadas e jamais perdidas!...

Leoninamente,

Até à próxima

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

A pique e com o fim cada vez mais próximo, a banda continua tocar!...



A diferença entre cada uma das capas de hoje dos três jornais diários desportivos, leva-nos a reflectir sobre o tipo de jornalismo que cada um desses jornais persegue e pratica, e bem assim sobre o respeito de quem os dirige pelos mais elementares princípios da verdade, da ética, da integridade, da verticalidade, em três simples palavras, da honestidade intelectual...

Por mais congressos que se ponham de pé para discutir o jornalismo, este parece determinado em caminhar cada vez com mais pressa, ao encontro deliberado do repúdio generalizado de quem o sustenta, absolutamente alienado por agendas estúpidamente iníquas e degradantes e em vertiginoso e doloroso colapso colectivo!...

A pique e com o fim cada vez mais próximo, a banda continua tocar!...

Leoninamente,
Até à próxima

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

A começar pelo topo da pirâmide!...


CHEGA A HUMILHAÇÃO

«Nem taça, nem Europa, nem campeonato. Este é um mês terrível. É especialmente humilhante quando o Sporting consegue, no espaço de quatro dias, ser duas vezes posto no lugar por uma equipa com garra mas com um orçamento e condições incomensuravelmente inferiores àquelas com que os seus atletas trabalham. E tudo isto acontece no pior momento possível: quando, em vésperas de eleições, a direcção está sobre pressão e mais permeável ao desespero. Não vou entrar no jogo tonto de procurar saber se a culpa é mais do presidente, do treinador ou dos jogadores. Será de todos eles, cada um no seu posto. Estranho é que os mesmos que viram o Sporting fazer extraordinárias exibições com o Real Madrid e excelente prestação na época passada descubram agora, de um momento para o outro, que "está tudo mal". A desilusão não me dá para pôr tudo em causa.

Prefiro dizer o que não se pode fazer. O presidente não pode entrar pelo balneário para fazer as vezes de Jorge Jesus. E ainda menos o pode fazer a quente e de tal forma que toda a comunicação social fique a saber. Os jogadores não podem deixar transpirar para fora que reagiram a uma reprimenda que, apesar de irreflectida, traduz o sentimento de quase todos os adeptos. E grupos de adeptos não devem insultar a equipa de que dependemos para vencer. Isto era o que não se devia ter feito. Para a frente, terá de haver cabeça fria. Que o presidente não tome decisões a pensar nas eleições nem ceda à pressão para chicotadas psicológicas, que os adeptos não contribuam para o desastre e que treinador e jogadores tenham a humildade de perceber que a época miserável que estão a oferecer aos sportinguistas justifica toda a irritação que se sente. Não têm de defender a honra, têm de comer a relva.»
(Daniel Oliveira, Verde na bola, in Record)

Que o Daniel Oliveira me perdoe mas em cima de tudo aquilo que não podia ser feito no Sporting mas que muitos, para nossa desilusão, acabaram por fazer, ainda haverá muito que ficou por fazer e, para nossa decepção e humilhação, quase ninguém fez, desde a base ao topo da pirâmide: cultivar humildade desde a pré-época e guardar a colheita para Maio!...

O melhor futebol exibido em Portugal na época passada e os milhões de João Mário e Islam Slimani, fizeram perder a cabeça a todo o universo leonino...

A começar pelo topo da pirâmide!...

Leoninamente,
Até à próxima

Nem sempre surge uma terceira oportunidade!...


CRISE NO SCP

«Sim, é uma crise e não é apenas uma crise de resultados, o que já não seria pouco. Depois de quase ter sido campeão na época passada, o Sporting arrasta-se agora penosamente e, ao fim de dez derrotas na época, já não dá para argumentar com arbitragens. O problema está dentro do balneário. Com o presidente dentro do balneário.

Bruno de Carvalho tinha um sonho, anunciou-o como compromisso e em vésperas de eleições entrou em derrocada: o sonho e quem o sonhou. O presidente do Sporting é homem de perder a cabeça por pouco e até é muito o que o apoquenta. Mas espadeirar pelo balneário adentro como ele fez tem o mesmo risco de pegar no lança-chamas quando fala para fora do clube: se a seguir tudo corre bem, a autoridade revela-se liderança; mas se depois o clube perde, a liderança passa a partilhar as culpas da desestabilização. E Bruno passa da imagem do lutador quixotesco contra moinhos de vento para a imagem de ser ele próprio o moinho de vento que fez de todos os outros seus inimigos. Incluindo a equipa de futebol e o seu treinador. Quem tanto dá a voz na ira, dá o corpo ao castigo.

As eleições do Sporting vão aquecer. Provavelmente, Bruno sucede a Bruno, mas mesmo depois disso terá de inventar uma nova reza para conseguir recuperar a anímica e os ânimos, para mais com a adversidade de poder ter de vender jogadores essenciais. A série negra desta época quebrou a magia da anterior. Para haver uma próxima época feliz, será preciso calma. Calma do presidente e calma dos sócios.»
(Pedro Santos Guerreiro, Abrir o jogo, in Record)


Sim, também a meu ver será essencial que a calma se instale definitivamente em Alvalade, desde o vértice até à base da pirâmide!

O leite foi derramado, pouco ou nada mesmo importando agora discutir sobre a quem caberão as culpas do derrame e muito menos verter lágrimas sobre este. É preciso fixar o nosso olhar no horizonte e... avançar!...


Que sirvam os erros cometidos para sobre eles reflectirmos de modo a não mais voltarmos a cometê-los, a começar por Bruno de Carvalho: na primeira qualquer cai, na segunda cai quem quer e...

Nem sempre surge uma terceira oportunidade!...


Leoninamente,
Até à próxima

Ou alguém ainda terá dúvidas sobre a sua proveniência?!...


A equipa de Juniores A do Sporting CP recebeu e venceu por 1-0 na noite de ontem, a formação do Benfica, em partida em atraso relativa à Jornada 21 da Zona Sul da 1.ª Fase do Campeonato Nacional do escalão, resultado que já se registava ao intervalo.


Jovane Cabral foi o marcador leonino desta partida, assistindo-se a partir da hora de jogo a um verdadeiro festival APAF, com Thierry Correia e Miguel Lopes a serem expulsos, ambos por cartão vermelho directo e o técnico Tiago Fernandes a receber também ordem de expulsão, numa noite absolutamente surreal do árbitro designado para o encontro.

Alguém sabe o nome do árbitro designado para o "frete de ontem" no Estádio Aurélio Pereira?! É que começa a ser muito importante chamar os bois pelos nomes e Leoninamente desejaria muito apresentar aqui o "perfil do encarregado de negócios" dos lampiões!...

Ou alguém ainda terá dúvidas sobre a sua proveniência?!...

Leoninamente,
Até à próxima

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Que cessem de uma vez as palavras e falem as obras!...


FAZER O QUE AINDA NÃO FOI FEITO

«Bruno de Carvalho é o primeiro responsável pelo estado a que chegou o futebol do Sporting. Quem esperava que ele, prudentemente, se escondesse ou atirasse com as culpas para cima dos outros, enganou-se. O presidente do Sporting, um reconhecido especialista em manobras tácticas, mostrou que também tem uma visão estratégica. Não é um detalhe. Ao falar pelo Facebook na manhã de ontem mudou o centro da análise e da discussão. Fez bem.

A vida dele pode estar mais difícil, tendo em vista as eleições de Março, mas estaria certamente muito pior se não tivesse mostrado fibra de líder e se tivesse escondido ou atirado as culpas para os outros. Já basta a desconfiança criada nos dias anteriores. 

Neste longo processo da deterioração do futebol leonino, Bruno de Carvalho cometeu vários erros, por isso – e não apenas por ser o presidente – é o primeiro responsável. Vejamos os factos mais relevantes: fez todas, ou muitas, das vontades a Jorge Jesus; causou perturbação na equipa disparando em todas as direcções; Não devia, facto mais recente e igualmente importante, ter ido ao balneário em Chaves, ao que parece aos gritos, não porque os jogadores não merecessem uma reprimenda, mas porque esta seria mais eficaz e menos exposta se fosse feita com firmeza no dia a seguir e concertada com Jorge Jesus, que saiu desautorizado no processo. E isso não se faz. 

Ora, dito isto, Bruno de Carvalho tem a seu crédito ter criado nos últimos anos as condições para o Sporting jogar mais do que joga, para os atletas terem um desempenho muito melhor, para o treinador não exibir as fragilidades conhecidas em vez de mostrar as muitas qualidades que lhe deram fama. O que quer dizer agora "emagrecer o plantel"? Em volume financeiro ou em número de jogadores? Ou ambas as coisas? 

Desde logo, por muita perícia negocial que exista, o Sporting não terá soluções fáceis para monos como Petrovic ou Douglas. Por outro significa que o clube fará regressar – já agora ou no Verão – talentos como, por exemplo, Iuri Medeiros? Se assim acontecer, será retomada a aposta em jovens talentos que, ninguém se iluda, não é para Jorge Jesus, o caminho mais curto para chegar ao êxito. Haverá convergência de pontos de vista? 

Que é preciso fazer, com pragmatismo e tranquilidade – o que parece impossível – o que ainda não foi feito é uma evidência. Que é preciso fazê-lo com as duas peças centrais, presidente e treinador sintonizados, também. 

Nada seria pior para o Sporting que, a coberto da ideia que a época está perdida, e, apenas para deixar passar as eleições em ritmo de passeio, o clube perdesse agora mais dois ou três meses num desgaste que teria um preço altíssimo. Fingir é proibido. É preciso lembrar onde estava o Sporting há quatro anos?...»
(Nuno Santos, Ângulo Inverso, in Record)

Ontem no final do jogo de Chaves, adivinhava-se que a peça que o Sporting tinha acabado de levar à cena, só poderia ter um desfecho que, a reboque de palavras avisadas e sentidas deixei por aqui, só eu sei como retalhada estava a minha alma de sportinguista.

Mas qual talentoso encenador, o "homem sem sono" largou o autocarro e a comitiva leonina no Porto e preferiu viajar para Alvalade, sozinho, ao volante do seu automóvel e, entre as duas horas e picos de viagem e mais não sei quantas na solidão do seu gabinete ou noutro lugar qualquer que convidasse à reflexão, virou o cenário completamente do avesso e, mal nasceu o dia, o Facebook "vomitava" cá para fora um "novo ambiente para o drama" que acabou por virar a peça de pernas para o ar e calar aqueles que o acusam de ser um zero em estratégia e de não ser capaz de preparar no tempo e no modo ou mesmo até delinear um plano em pleno auge da "batalha". Como muito bem acentua Nuno Santos na sua crónica publicada há pouco mais de duas horas, "ao falar pelo Facebook na manhã de hoje, mudou o centro da análise e da discussão", fez bem!...

Eu também acho que fez bem! Já o disse por aqui, e volto a repetir-me, mercê da única lacuna que me pareceu existir no documento, quiçá já com o propósito de o autor enveredar, finalmente, pelo rumo fixado oelas palavras de Santo António de Lisboa em Pádua, que já por aqui gastei talvez em demasia e que até ao próprio Nuno Santos parecem tarefa ciclópica ou mesmo quase impossível de realizar: encontrar soluções para os "monos" com que encharcámos a Academia e fazer regressar o talento que temos andado a desbaratar e a pagar, com empréstimos, alguns deles a "gente pobre e mal agradecida"!...

E se o "caminho mais curto para Jorge Jesus" não for esse, pois... temos pena, mas não será apenas ele a ter trunfos. O Sporting também tem, e muitos! Logo, não lhe cairão a ele, JJ, os parentes na lama se começar a habituar-se!...

Importante será que as palavras do padroeiro de Lisboa não caiam em cesto rôto... 

Que cessem de uma vez as palavras e falem as obras!...

Leoninamente,
Até à próxima

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