quarta-feira, 26 de abril de 2017

A verdadeira dimensão universal de Fernando Peyroteo!...



Fernando Baptista de Seixas de Vasconcelos Peyroteo 
(Humpata, 10 de Março de 1918 - Lisboa, 28 de Novembro de 1978)

Fernando Peyroteo estreou-se com a camisola do Sporting em 12 de Setembro de 1937 num Torneio no Campo das Salésias defrontando o Benfica (Taça Preparação), jogo que venceu por 5-3 com 2 golos de sua autoria. Nesse seu primeiro ano no Sporting, Peyroteo ajudou o Clube a conquistar mais um Campeonato de Portugal, tendo Peyroteo contribuído decisivamente para a conquista de 5 campeonatos nacionais, 4 Taças de Portugal e 7 campeonatos de Lisboa. Peyroteo foi por 6 vezes o melhor marcador do campeonato nacional, prova em que apontou 331 golos em 197 jogos, uma média fantástica de mais de 1,6 golos por jogo, média ainda hoje não superada por nenhum jogador do mundo em jogos a contar para os campeonatos nacionais.

Peyroteo realizou 393 jogos com a camisola «leonina» (1937-1949) tendo marcado 635 golos (média de 1,61 por jogo) e ao longo da carreira disputou 432 jogos marcando 700 golos (1,62 por jogo). Os seus 43 golos apontados no campeonato nacional de 1947/48 só vieram a ser ultrapassados por outro sportinguista: Hector Yazalde que em 1973/74 marcou 46 golos.

É difícil escolher a tarde de maior glória de Peyroteo, tantas foram elas com a camisola do Sporting. No entanto salientamos uma quando, em 24 de Abril de 1948 o Sporting precisava de vencer o Benfica, fora de casa, por uma diferença de três golos para conquistar mais um campeonato nacional. Nessa tarde de glória, Peyroteo, apesar de ter passado a noite em estado febril, jogou e marcou os quatro golos que permitiram ao Sporting ganhar o campeonato nacional e, em simultâneo, a primeira Taça «O Século», um troféu verdadeiramente monumental. Peyroteo terminou a sua carreira aos 31 anos, depois de um curto ano ao serviço de Os Belenenses, e faleceu, vítima de ataque cardíaco, em 28 de Novembro de 1978 com apenas 60 anos de idade.

Por ocasião das comemorações do 1º centenário do Sporting Clube de Portugal, este clube homenageou Fernando Peyroteo, lembrando-o com um memorial no dia 10 de Março de 2006, dia do seu 88º aniversário. Depois de descerrada a placa, usou da palavra o filho de nome Fernando Peyroteo: «Gostaria de dizer duas palavras de profundo agradecimento. Tenho a certeza absoluta que se fosse possível esta seria uma das prendas que teriam dado mais prazer ao longo da vida de meu pai. É com orgulho que recebo em seu nome uma homenagem destas. Estou agradecido à Comissão do Centenário. Apesar de tudo, os valores que me foram transmitidos pelo meu pai estão a ser reafirmados. Estou muito sensibilizado. Em relação à minha família será transmitida toda esta emoção.» 

Certamente, Fernando Peyroteo é e sempre será para todos os sportinguistas, como o melhor ponta de lança de todos os tempos a jogar no Sporting. De entre os variadíssimos recordes de Peyroteo destacamos apenas seis deles que ainda hoje se mantêm: 

- O jogador português que mais golos marcou na história do Campeonato Nacional: 331 golos; 
- O jogador português que mais golos marcou num só jogo em campeonatos nacionais: 9 golos contra o Leça em 22 de fevereiro de 1942, que o Sporting venceu por 14-0; 
- O jogador português que mais golos consecutivos num só jogo para campeonatos nacionais: 5 golos ao Vitória de Guimarães em 8 de fevereiro de 1942; 
- O jogador com melhor média de golos marcados pela selecção de Portugal: 14 golos marcados em 20 jogos (média de 0,7 por jogo); 
- O jogador com mais golos marcados ao Benfica: 64 golos em 55 jogos (média de 1,2 por jogo); 
- O jogador com mais golos marcados ao F.C.Porto: 33 golos em 32 jogos (média de 1,02 por jogo).
(Fonte: Youtube)



Um dia a Federação Portuguesa de Futebol terá à frente dos seus destinos quem saberá reconhecer... 

A verdadeira dimensão universal de Fernando Peyroteo!...

Leoninamente,
Até à próxima

terça-feira, 25 de abril de 2017

Ou por ser do Benfica fica isento de qualquer castigo?!...





O árbitro não teve possibilidade de se aperceber das irregularidades, repetidas por seis vezes, cometidas nas suas costas por Victor Lindelöf, pelo que as mesmas não foram por si sancionadas, nem constarão naturalmente do seu relatório.

O que está à espera José Manuel Meirim e os seus pares para promoverem um processo sumaríssimo?! E qual será a pena aplicável prevista nos regulamentos para um caso destes?!...

Ou por ser do Benfica fica isento de qualquer castigo?!...

Leoninamente,
Até à próxima

Teve o que fez por merecer por palavras, actos e obras!...


Jorge Simão estará de saída do comando técnico do Braga (LINK)

Não sou de meias palavras, meias tintas ou hipocrisias...

Teve o que fez por merecer por palavras, actos e obras!...

Leoninamente,
Até à próxima

A Dignidade e a Verdade são de germinação muito difícil!...


«Dirigente do Benfica em zona proibida em Alvalade
09:24 - 25-04-2017
Paulo Gonçalves, director jurídico do Benfica, encontrava-se na zona que dá acesso aos balneários no intervalo do jogo do último sábado, em Alvalade, e não podia - o seu nome estava inscrito no modelo P, que permite a sua presença naquela zona apenas até a partida começar e 15 minutos após o jogo acabar. 

O causídico encontrava-se naquela zona na companhia de Luís Filipe Vieira e Rui Costa, tendo estes três elementos abordado o árbitro da partida no período de descanso. Porém, ao que A BOLA apurou, esta situação nem terá sido relatada pelos delegados da Liga que marcaram presença na partida, o lisboeta Manuel Castelo e o escalabitano Rui Manhoso, uma vez que a abordagem foi feita com a máxima educação, trocaram-se alguns pontos de vista e o próprio juiz da partida, o portuense Artur Soares Dias, conversou sem qualquer problema com os três educados e cordiais dirigentes do Benfica - não se ouviu um grito ou palavrão que fosse, ou seja, nada se passou que fosse suscetível de ser mencionado no relatório dos delegados.

Porém, a presença de Paulo Gonçalves num local onde não podia estar, naquela fase do encontro, pode vir a dar que falar - a presença do dirigente encarnado deveria ter sido fiscalizada pelos porteiros daquela zona o que, pelos vistos, não aconteceu.»


Esta local publicada na edição online do jornal A Bola, com imagem, título e descrição nos termos e conforme a data e hora nela inseridas e que aqui apresento com o rigor do "copy & past", apenas merece da minha parte a colocação de algumas "simples, despretensiosas e inofensivas questões":

1 - Como interpretar e classificar a presença e a atitude protagonizada pelo presidente do Benfica, na companhia dos dois funcionários do mesmo clube, nas instalações do estádio José Alvalade, em hora e local que os regulamentos da competição expressamente lhes vedavam?!

2 - Como interpretar e classificar a atitude, reportada pelo jornal, de cumplicidade, silêncio e omissão no relatório, por parte dos delegados da Liga, o lisboeta Manuel Castelo e o escalabitano Rui Manhoso e de tão estranha submissão, quanto iguais silêncios e omissões no relatório, por parte do árbitro Artur Soares Dias, face à violação flagrante dos regulamentos, cujo cumprimento rigoroso, total e sem excepções, deveria ser a única razão da sua, deles delegados e árbitro, presença no jogo e naquele local e àquela hora?!

3 - Como interpretar e classificar o "lápis de dois bicos" usado pelo jornal A Bola, denunciando primeiro, explosivamente, a situação e despejando-lhe depois uma arrepiante carga de lixívia - máxima educação por parte dos três educados e cordiais dirigentes -, no sentido do seu branqueamento?!

4 - Como interpretar e classificar, tendo em conta a imediata denúncia pública dos acontecimentos - obviamente públicos também! - por parte do Sporting, através do seu director de comunicação, o silêncio ensurdecedor manifestado até agora pelos orgãos competentes na administração da Justiça da FPF e LPFP, com especial enfoque no senhor José Manuel Meirim, putativo presidente do CD da FPF, no exacto, rigoroso e nunca perjurativo sentido, conforme referem os dicionários, de que tal título parece implicar a existência de um proprietário para um bem que talvez não exista?!

Cá pelo meu canto, fico sentado à espera de respostas...

Dizem que em meio adverso, a Dignidade e a Verdade são de germinação muito difícil!...

Leoninamente,
Até à próxima

Porca miséria!...



Ainda hão-de sobrar para o Sporting as culpas da deselegância e da falta de respeito para com o dono da casa, o Sporting e para com Jorge Jesus, o Marquês, patenteadas pelo presumido "sonso silencioso" em pleno auditório Joaquim Agostinho!...

Ainda estaremos muito provavelmente condenados a assistir a que apareça por aí um "bernardo" qualquer a acusar o Sporting de ter mandado instalar, espalhados por todo o auditório, microfones bem escondidos e dissimulados, para "apanhar as bacoradas" que o porco inevitavelmente debitaria, a partir do momento em que Lindelöf lhe aqueceu as costas, transformando em golo aquela "borla" de Soares Dias, quando decidiu marcar a "falta que nunca foi falta, nem ninguém viu"!...

E já ninguém terá dúvidas sobre o que acontecerá, num futuro próximo, ao "janela da cartilha", cuja defenestração obviamente estará iminente, por efeito das eufóricas consequências que o tetra determinará, tanto pelas poupanças que representará em termos de custos, quanto pelos óbvios benefícios que virão a ser alcançados em termos de salvaguarda da degradação de imagem a que a queda no domínio público da sua "gloriosa actuação" inevitavelmente teria de conduzir: depois de mastigado o "chiclete" é sempre para deitar fora!...

A partir de agora e com o tetra no bolso, "muammar" não precisará de intermediários para continuar a domesticar jornalistas!...

Porca miséria!...

Leoninamente,
Até à próxima

Há muita gente por aí que deveria ler o livrinho!...


Foi com estes dois ouvidos que a terra há-de comer que eu bem ouvi Nuno Espírito Santo atribuir parte da culpa do empate do Porto frente ao Feirense ao “medo” de os jogadores voltarem a nada ganhar esta época. 

E ninguém alguma vez me tirará da cabeça que terá sido o "terrível medo de falhar" que impediu nos últimos dois e decisivos dérbis de Alvalade, há um ano e agora, Bryan Ruiz e Bas Dost de darem ao resultado a expressão justa e concorrerem para que tudo fosse diferente!...

Jorge Silvério, mestre em psicologia desportiva e autor do livro “Como ganhar usando a Cabeça”, confirma que o medo pode bloquear o rendimento, algo que acontece porque dirigentes e técnicos negligenciam toda a preparação e treino mental dos atletas!...

Há muita gente por aí que deveria ler o livrinho!...

Leoninamente,
Até à próxima

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Mas a prática confirma-o todos os dias!...



Ao contrário do que uma enorme legião de citadores afirma a pés juntos, parece que não terá sido Albert Einstein a legar-nos este pensamento...

Mas a prática confirma-o todos os dias!...

Leoninamente,

Até á próxima

Uma questão de preço da honra e da dignidade!...




QUALQUER DIA

«Numa profecia condenada a autorealizar-se, muitos avisaram: "qualquer dia morre alguém por causa do ambiente em redor do futebol". Esse dia chegou (de novo) neste fim-de-semana.

Parte da explicação para o que se passou às portas de um Sporting-Benfica passa pela onda de violência verbal que hoje envolve o futebol, e que tem na mediatização imparável um rastilho relevante. Mas é abusivo estabelecer algum tipo de causalidade entre incontinência verbal e a morte de um adepto.

Um pouco por toda a parte, o futebol tornou-se o último reduto da pertença identitária e espaço para sentimentos excessivos, por definição irracionais. Precisamos disso, mas das paixões exacerbadas à violência o caminho é curto. Pelo que convém que as estradas estejam bem reguladas. Não estão.

É intolerável que dirigentes se entretenham a desculpabilizar os adeptos ultra dos seus clubes, porque os dos outros são piores. Não são. O que não impede de reconhecer que há níveis distintos de responsabilidade: não é a mesma coisa um presidente que se comporta como membro de uma claque e um presidente que finge que as claques podem estar fora da alçada do clube. Do mesmo modo que, como mostram exemplos de países que lidaram com a violência no futebol, é possível erradicar quase totalmente o fenómeno (por exemplo, irradiando adeptos dos estádios, sem complacência).

O que não é possível é um país ter no futebol uma indústria de sucesso, enquanto a imagem do desporto se degrada de forma inadmissível. O meu pedido como adepto incondicional é simples: aos dirigentes que ganhem juízo, às autoridades que tenham mão pesada com os prevaricadores.»
(Pedro Adão e Silva, A luz intensa, in Record)

Tão óbvio como Portugal ocupar o primeiro lugar no ranking mundial de "guarda-chuvas", com supremacia irrefutável da cor escarlate!...

Dizem que num país pobre como o nosso, será por falta de dotações orçamentais, que acabam por desaguar na falta de meios materiais e humanos, de esquadras, de tribunais, de cadeias até, mas ninguém acredita! Será, isso sim...

Uma questão de preço da honra e da dignidade!...

Leoninamente,
Até à próxima

Ai Jesus valham-te os deuses!...


SPORTING SEM TALENTO

«Foi um leão sem talento, sem classe, que vimos no sábado em Alvalade. Jorge Jesus regressou, há duas semanas, àquela cena da "elevada nota artística" das suas equipas e neste caso do Sporting, como se não fosse imperativo que assim se verificasse quando se tem pela frente equipas de muito menor dimensão. Conversas de entreter.

O grande teste, a nota artística, o talento e a classe de uma grande equipa define-se nos jogos de decisão. O Sporting falha sempre nesses momentos. Até dói. Como pode um clube ganhar troféus quando claudica nos confrontos do sim ou não? Não pode. Há mais de uma década que o Sporting anda nisto e nesta época assinou um dos seus piores desempenhos de sempre. Nos últimos 30 anos o Porto nunca tremia, nesta altura tem sido um par do Sporting na desgraça: quando pode chegar à liderança, naufraga. O Benfica agradece.

Neste dérbi, os leões, atacados pela velha e medonha tremedeira, não acertavam com os passes a meio campo e foi confrangedor ver a perda de bola segundos depois da redondinha estar nos pés dos jogadores do Sporting. O empate foi uma benção dos deuses.

Num embate em que os detalhes tudo definem, é incompreensível que os médios e defensores leoninos tenham caído no erro amador de faltas sistemáticas em zona central e em cima da área; uma, duas, três vezes até que o Benfica acertou com o golo. Os encarnados não cometeram uma única falta dessas, virtude do treinador do Benfica que soube preparar os seus jogadores para o que, num dérbi, não se deve fazer. Jorge Jesus engoliu de Rui Vitória, que desprezou, um baile de disciplina táctica. Não se ganham jogos nem troféus com discursos egocêntricos e desconchavados. No campo o Sporting foi uma equipa que não mostrou futuro, uma águia pequena deixou isso claro.»
(Alberto do Rosário, Bilhar Grande, in Record)


Não andará Alberto do Rosário muito longe da verdade! E quanto à luta que o Sporting, animicamente, deveria estar preparado para travar, ao menos pelo segundo lugar, o que seria estar agora apenas a três pontos de um Porto carregado de "sarampo"?!...

Ai Jesus valham-te os deuses!...

Leoninamente,
Até à próxima

domingo, 23 de abril de 2017

"I rest my case"!!!...


«Tudo tem o seu tempo e antes de mais tenho de sublinhar que, no essencial (não em tudo mas no essencial), o Sporting teve e tem uma direcção com característica técnicas e humanas absolutamente cruciais para sair do enterro anunciado em que outros consócios com funções executivas haviam enfiado o clube.
Nem sempre gostei do estilo, em especial porque em vários momentos pecou por excesso, mas o balanço global era e é francamente positivo.
Agora tinha um pedido. Não que as pessoas em quem votei recentemente deixassem de ser quem são, mas antes que renovassem o arsenal táctico ao nível da comunicação. Que prosseguissem aquilo que espero ver na equipa principal de futebol, também a nível dirigente.
O que espero para a equipa de futebol sénior masculino é que no que resta da época dê provas de evolução e de garantir um ponto de partida para a próxima época mais evoluído e sem grandes dúvidas quanto às suas forças e lacunas. Há algumas jornadas fiquei preocupado porque estava a ter dificuldades em ver esse sentido e evolução, hoje estou um pouco mais animado ainda que algo ansioso para ver o que conseguiremos com o plantel que temos. Sempre na perspectiva de chegamos a Maio com um caminho claro, valores firmados e lacunas cristalinamente reconhecidas e a reforçar.
Voltando ao paralelo com a direcção, há ainda um aspecto que muito tenho valorizado ao longo dos últimos anos. As sucessivas provas que o actual presidente e sua equipa têm dado quanto à capacidade de aprenderem. Uma pessoa tão atreita a grandes e emocionadas proclamações de presidente-adepto poderia implicar um populismo vazio com pouca capacidade de autocrítica e jogo de rins na capacidade de emendar o erro para não voltar a ser fintado da mesma forma. Mas, no global, assisti a várias provas de que no caso dos dirigentes actuais do Sporting, essa correlação, existindo, está longe de ser perfeita e demasiado penalizadora. Simplificando: tem sido evidente que o Sporting é hoje melhor dirigido do que há um ano, do que há dois anos ou do que há três anos.
E é isto que espero continue a acontecer, tal como espero que venha a acontecer com o futebol e com as demais modalidades.
As premissas são claras: exigência permanente e capacidade de evoluir mais depressa do que os nossos adversários que, naturalmente, também não estão parados no tempo à espera que nós recuperemos toda a distância que fomos cavando durante demasiado tempo.
Chegado aqui pretendo referir-me a uma área, tradicionalmente polémica e na qual os últimos anos primaram por grande volatilidade interna: a comunicação. E faço-o num dia em que o presidente do Sport Lisboa e Benfica mostrou genuinamente o seu valor pelas suas próprias palavras e num contexto em que as tácticas e estratagemas comunicacionais desse clube são do conhecimento público. A mensagem base que tem mais de um ano do "Nós os santos contra a matilha dos mauzões" foi desmascarada junto de quem consegue ir além da fé cega. O Rei vai nu, sonso até dizer chega.
Neste dia de declarações execráveis e autoqualificativas como deveria reagir o Sporting? Com elevação e dignidade tendo presente a tragédia que ontem ensombrou o futebol. Nunca por nunca com uma resposta à letra, descendo ao nível abjecto de quem deveria ficar a falar sozinho no seu mundo de diabolização do adversário e de desculpabilização do indesculpável. Quando o teu adversário se enterra nas suas próprias áreas movediças para quê chegarmos-nos a ele dando-lhe a oportunidade de se agarrar a nós para se libertar?

Nesse processo evolutivo que desejo, creio que chegou a hora de passarmos a uma táctica de acção cirúrgica abandonando a lógica de tapete de bombas. No fundo, esculpir o que temos feito evitando tudo o que é gratuito e inútil e que, objectivamente, pode contribuir para destruir o futebol.
Melhorar os automatismos, estudar melhor as jogadas, saber conservar as energias não esquecendo que só no final se fazem as contas. Ontem Bas Dost não se atirou ao guarda-redes a cada vez que ele recebeu a bola, fê-lo duas ou três vezes depois de avaliar o ganho e a perda. Numa delas arrancou um penalti e mudou a história do jogo. Se tivesse ido a todas chegaria a meio do jogo exausto sem força para dar a estocada final, o que esteve muito perto de conseguir já na segunda parte.
Está na hora de encontrar uma outra táctica para construir o respeito e a autoridade junto da comunidade. No fundo aquilo de que os nossos adversários mais medo têm a avaliar pela sua cartilha. O mesmo respeito e autoridade que temos merecido em campo com a atitude e com a evidência de que estamos para que contem connosco como incontornáveis adversários com capacidade de destronar o campeão e de sermos difíceis de ultrapassar uma vez chegando ao topo.
Talvez começar por deixar de ver, ouvir e ler quem não passa de pau mandado fosse o bom princípio. A tentação para cair na armadilha diminuiria.
Caro presidente e caros membros da direcção, atentem no que se segue, para praticar e não para proclamar:

'Nunca lutes com um porco. Primeiro, porque ficas sujo. Segundo, porque ele gosta.'

Saudação leoninas e viva o Sporting Clube de Portugal.
(Rui Cerdeira Branco, in ÉS A NOSSA FÉ)

Com a devida vénia a Rui Cerdeira Branco e o meu frenético e leonino aplauso...

"I rest my case"!!!...

Leoninamente,
Até à próxima

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